Quarta-feira, 18 de Maio de 2005

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Num comentário efectuado no blog "A Bota do Arqueólogo", referi-me ao facto de, por vezes, se ignorar as informações antigas por se as considerar inúteis ou, mesmo, inadvertidamente por desconhecimento das mesmas. Pessoalmente considero que a postura ideal é a de fazer sempre que possível referência às informações antigas, independentemente do âmbito do estudo, tentando provar a sua utilidade ou não.
Embora no caso dos estudos de impacto (EIA) não haver grande espaço para essas redundâncias, considero que o cuidado deve ainda ser maior pois podemos estar na presença de uma destas situações:
  1. Deslocação do topónimo, sendo esta uma situação recorrente na cartografia actual e mesmo junto das comunidades locais.
  2. Haver mais que um sítio na zona prospectada e a referência antiga reportar um, enquanto que as evidências no local podem ser de outro semelhante ou de uma sucessão de ocupações do mesmo espaço territorial.
  3. Não haver sítio algum, pelo menos identificável sem a realização de sondagens ou de trabalho de escavação.
  4. Erro na localização antiga ou actual, por má interpretação do informador local ou por erro na informação prestada ao prospector antigo e actual.
  5. Má avaliação, involuntária, na valorização ou desvalorização da informação antiga, porque, como humanos, estamos sujeitos a essa variável.
  6. De momento não me lembro de mais nenhuma, mas seria interessante que se acres-centassem mais algumas, caso existam…
Considero que é por estes motivos que a referência à informação antiga deve ser efectuada e, porque não, mesmo ser enfatizada na negativa ou na positiva, de modo a abrir portas à discussão e, porque não, numa atitude prudente. Evidentemente que o dono de obra não está interessado nestas questões, querendo apenas dados concretos sobre a existência ou não de sítios arqueológicos, além de que, é extremamente difícil, por parte do arqueólogo, na ausência de evidências cabais, equilibrar aquilo que deve considerar um sítio, possível sítio ou não sítio, indo ao encontro de um "post" anterior, colocado na "Bota do Arqueólogo", referindo-se a essas definições.
Talvez arrisque um exemplo, que poderá não ser o mais feliz. Seria como perder parte do registo de um objecto museológico, ficando desse modo o seu processo incompleto. Ao considerar que o sítio arqueológico deve ser, numa situação ideal, estudado na sua plenitude e não dando especial atenção àquela ocupação ou aquela característica em particular, não posso deixar de considerar, as referências antigas, úteis ou não, importantes para o processo do sítio, pois juntamente com elas posso incluir as razões para a sua classificação, aplicando-se o mesmo no caso dos EIA.
Ao incluir essas referências e as respectivas ilações e, se por outro lado, as tornar públicas e abertas à discussão posso estar a minimizar um eventual erro, isto partindo do princípio que a discussão é possível e desejável. E como o fazer? Também me interrogo... É certo que isso requereria uma grande disponibilidade e boa vontade por parte de todos os intervenientes num caso particular e de toda a comunidade arqueológica.
Por outro lado, se ignoro a informação antiga e a não cito em parte alguma, posso estar a dar a sensação ao leitor que esse sítio não era conhecido até então, daí o "inédito". Mas isso do "inédito" ou "não inédito" é uma questão menor.
Trata-se apenas de uma opinião, sujeita à crítica ou aprovação de terceiros, mas julgo que é um assunto, assim como muitos outros, que merece ser discutido e, de modo algum afasto a possibilidade da minha perspectiva estar completamente errada.
Como determinar aquilo que é importante e irrelevante? Será que é possível? Quais os ris-cos e vantagens? Devemos, ou não, referenciar sempre a informação antiga, seja ela relevante ou não? Não implicará a perda definitiva (ou por um longo espaço de tempo) dessa informação pois, geralmente, aquilo que fica e se vê é o que se publica?
Sei que este assunto não se esgota nestas questões e que, cada questão e possível res-posta acarreta um novo problema, pois falamos de processos encadeados e não isolados, onde as condicionantes levantam sempre novos obstáculos e desafios.
por A. R. às 12:52
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Sexta-feira, 13 de Maio de 2005

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Hoje lembrei-me do velhinho ArchNet e resolvi visitá-lo. A primeira vez que o visitei foi lá para os idos de 1997, numa altura fulgurante e decisiva de aquisição de computadores para as escolas, cujo acesso à internet era, e é, disponibilizado pela recém criada FCCN.
A páginas tantas, já não me lembro bem da altura, andava eu a vasculhar o projecto DMOZ - Open Directory Project, quando vim a saber que se estava a entregar o ArchNet a quem desejasse manter o projecto. Imediatamente contactei o responsável de então, oferecendo-me para tal. Achei que era algo de importante, até que ao fim de uns dias recebi um mail muito simpático a anunciar que já tinha sido escolhido o "seguidor", neste caso o Archaeological Research Institute da Universidade Estatal do Arizona. Aí compreendi que nunca teria tido possibilidade de tomar conta do ArchNet.
Aguardei, continuando a visitar o site, que cada vez mais estava mais lento e desactualizado, até que desisti. Hoje foi um dia feliz ao vê-lo de cara lavada, embora não goste do seu aspecto geral, e com conteúdos actuais.
Podem visitar o ArchNet aqui...
por A. R. às 13:14
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Quinta-feira, 5 de Maio de 2005

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Foi através do Portal do Médico, do Concelho Federal de Medicina brasileiro, que tomei conhecimento deste tipo de doença.
Trata-se de uma doença endócrina que se pode manifestar pelo crescimento exponêncial de pelo por todo o corpo, ou em áreas localizadas. É um problema causado pelo funcionamento das glândulas sexuais, assim como podem existir relações directas com o córtex das cápsulas suprarenais e com a hipófise.
Foi uma hipertricose (síndroma de Ambras) do primeiro tipo que afectou Pedro Gonzales, nascido em Tenerife pelo ano de 1556.
Apesar de ter sido oferecido a Henrique II como bicho de estimação, este monarca fez dele um dos seus mais importantes embaixadores. A descendência de Gonzáles sofreu do mesmo problema.
A observação dos seus retratos fez-me lembrar a típica respresentação de lobisomens, algo que me fez reflectir acerca da natureza dessas histórias fantásticas. Se no século XVI existiu um senhor Gonzáles, cuja prole padeceu do mesmo mal, poderemos admitir que também no passado existiram pessoas com o mesmo problema. Não poderão estar na origem dessas lendas pessoas que sofriam desse mal?

FONTE: http://www.portalmedico.org.br/include/biblioteca_virtual/belas_artes/cap9.htm

FONTE: http://www.portalmedico.org.br/include/biblioteca_virtual/belas_artes/cap9.htm
O texto completo pode ser lido aqui.
Aos interessado por estas coisas, existem mais aqui.
por A. R. às 14:06
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Bizarro, sem dúvida. Um miudo inglês descobriu, numa destas manhãs, uma serpente (não venenosa) numa caixa dos seus cereais preferidos. Estou a ver que não é só na arquelogia que lidamos com o inesperado, pois nos dias que correm, não me espantará que de uma lata de sardinhas em conserva saia um tubarão vivo. Mais vale ter um arminho por casa, assim à mão de semear... A notícia pode ler-se aqui.

FONTE: http://www.museum.vic.gov.au/bioinformatics/snake/
Photo by and © Peter Robertson
por A. R. às 11:47
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Quarta-feira, 4 de Maio de 2005

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Foi a 60 quilómetros a sudoeste do Cairo, na zona monumental de Sakkara, que arqueólogos locais encontraram uma bela múmia, datada da última dinastia faraónica (378-341 a.C.). E como pode uma múmia ser bela? Vejam só: a enfeitá-la tinha "uma máscara de ouro e um conjunto de imagens pintadas que representam os deuses Jeber, Horus, Maet, Anúbis e Osíris" (Fonte: TSF) A notícia completa está aqui.

Ligações com coisas relacionadas, ou mais ou menos...


FONTE: http://www.starnews2001.org/egypt/arte_egipcia.html

por A. R. às 14:25
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