Terça-feira, 30 de Agosto de 2005

GPS e a Arqueologia I

A utilização do GPS tem-se generalizado nos últimos anos, tanto para uso lúdico como profissional, sendo a arqueologia uma das áreas onde se revela de extrema utilidade.
No entanto existem algumas considerações que devem ser levadas em conta, inicialmente no que diz respeito às características operativas do aparelho e, secundariamente, no que diz respeito à sua utilização no terreno.
Os serviços de posicionamento GPS estão divididos em dois tipos: o Precise Positioning Service (PPS), utilizado para fins militares e que oferece grandes níveis de fiabilidade; e o Standard Positioning Service (SPS) destinado aos utilizadores civis.
Sendo o SPS aquele que nos interessa, temos que ter em conta que a sua precisão é intencionalmente degradada pelo Departamento de Defesa dos E.U.A. (DoD), oferecendo-nos valores de 100 metros na precisão horizontal, 156 metros na precisão vertical e 340 nanossegundos na precisão temporal, assegurando-se desse modo um grau de confiança na ordem dos 95%.
Para contrariar estas margens de erro, alguns fabricantes utilizam valores de precisão mais favoráveis através do cálculo de desvio padrão como o erro métrico quadrático (e.m.q.), que confere uma confiança de 68%; o erro provável circular (EPC) com uma confiança de 50%; e o erro provável circular (EPE) que também oferece uma confiança de 50%.
Os receptores mais precisos são aqueles que utilizam frequências L1 e L2, que possibilitam uma maior correcção de dados através de software adequado. Neste caso, os receptores L1 oferecem margens de erro de 1 cm na precisão horizontal, 2 cm na vertical e 0,005 milissegundos na precisão de azimute. Os receptores L2, que utilizam também a frequência L1, têm uma precisão horizontal de 5mm, vertical de 1 cm e de azimute 0,005 milissegundos.
Posto isto devemos sempre ter em conta a qualidade e fiabilidade do aparelho receptor que se pretende comprar/utilizar, visto que da soma destes factores atrás descritos, vai resultar uma maior ou menor precisão de leitura. Assim o arqueólogo, no campo, deve ter sempre presente que a leitura que está a obter não é real, mas fruto de um conjunto de estimativas calculadas a partir do acesso selectivo do DoD e que degrada intencionalmente o sinal SPS.
Apesar desta degradação, existem outros factores que contribuem para o aumento das margens de erro nas leituras, mas isso fica para o próximo post.
Devo ressalvar que não sou nenhum especialista na matéria, e toda a informação aqui descrita tem como fonte o livro “Noções Gerais de Geodesia”, publicado pelo Instituto Geográfico do Exército (www.igeoe.pt).

    
por A. R. às 14:30
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Quarta-feira, 24 de Agosto de 2005

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Antes de mais, esta lista não pretender ser "a lista" de materiais para prospecção. É uma lista resultante de uma meia-hora de reflexão acerca do assunto.
Distinguir o essencial do acessório foi o desafio, mas como tudo, aquilo que é indispensável para mim pode ser perfeitamente dispensável para os outros, e vice-versa.
Assim temos:
  1. Máquina fotográfica digital.
  2. Cartões de memória suficientes para qualquer eventualidade.
  3. Pelo menos 4 kits de pilhas (carregadas e não incluíndo as que estão na máquina) para a máquina fotográfica.
  4. Carregador de pilhas com adaptador para o isqueiro do automóvel.
  5. Cartografia militar M888, à escala 1:25.000 e M782 à escala 1:50.000.
  6. Cartografia geológica à escala 1:50.000
  7. Cartografia cadastral à escala 1:5.000 ou 1:10.000 das áreas que se vai prospectar.
  8. Escala de coordenadas em plástico transparente.
  9. Canetas de acetado de diversas cores e bicos de diferentes tamanhos.
  10. Caneta de filtro à prova de água.
  11. Lapiseira 0,5mm ou 0,7 mm.
  12. Borrachas.
  13. Caderno de campo (a gosto, pois existem vários modelos possíveis).
  14. Papel milimétrico (A4 e/ou A3).
  15. Rolo de papel de poliéster.
  16. Duas escalas em madeira ou outro qualquer material. Uma com, por exemplo, 10 cm e outro com 40 ou 50 cm. Em alternativa, bandeirólas.
  17. Bússola para orientação, de fundo em acrílico transparente, com escalas e mira de azimutes.
  18. Fitas métricas de 8 metros (metálica) e de 50 metros (em pano ou plástico).
  19. Novelo de fio de nylon fino, de cor branca ou amarela.
  20. Cavilhas de metal
  21. Sacos de plástico de diversas dimensões e com fecho hermético na boca (ter alguns previamente prefurados para evitar a condensação interior quando fechados).
  22. Nivel de bolha de tamanho médio.
  23. Colherim, enxó de cabo extensível, pequeno machado (há quem prefira catana), pinceis de diversos tamanhos e tesoura de podar pequena ou média.
  24. Lanterna.
  25. Mochila, no mínimo de 40 litros, de tecido resistente e impermeável... para levar esta tralha toda...
Para os mais arrojados, e que levam a coisa mesmo a peito, pode-se incluír material de campismo, desde uma tenda iglo (por ser mais leve) e um pequeno fogãozinho para um café quente, um GPS, e por aí fora...
Não incluí o veiculo de transporte porque esse é demasiado óbvio, seja ele todo-terreno ou não.
Aqui está uma lista, certamente muito incompleta, mas que penso reúne o mínimo dos mínimos.
Se quiserem ajudar nesta lista, façam-no nos comentários... eu agradeço :)
Já agora, aqui fica o "SURVIVAL GUIDE FOR ARCHAEOLOGICAL PROJECTS" do University College of London.
por A. R. às 09:49
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Terça-feira, 23 de Agosto de 2005

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O pessoal do Blogger decidiu lançar uma ferramenta que permite actualizar os blogs do "Blogspot" a partir do Word.
Bem, é uma boa notícia, e para descarregar a ferramenta basta clicar aqui.
por A. R. às 10:16
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Os noticiários actuais inundam-nos de informações relativas aos fogos e grandes incêncios que vão consumindo as nossas florestas. Sempre pensei que este fosse um problema actual e de longe pensava que este assunto dos incêncios é mais velhinho que o século (século XX, entenda-se).
Foi graças à Biblioteca Nacional que descobri tal facto. A Biblioteca Nacional Digital contém um item chamado "Tesouros" onde se podem visualizar documentos que se destacam pela sua originalidade. Assim, na secção de periódicos, descobri o "Almanach do Antonio Maria para 1882", ilustrado pelo brilhante Rafael Bordalo Pinho, onde a páginas tantas se vê uma gravura com a seguinte legenda: "Agosto - O Mez do Fogo". Se continuaram a folhear encontram uma "Tabela dos Incêndios". E é só folhear para econtrar mais. Afinal, talvez, digo eu, o problema seja de um Portugal precoce, nisto e noutras coisas...


FONTE: Biblioteca Nacional - www.bn.pt
por A. R. às 05:21
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Sexta-feira, 12 de Agosto de 2005

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"A RIQUEZA E A POBREZA DAS NAÇÕES - Por que são algumas tão ricas e outras tão pobres", de David S. Landes, é um livro que brevemente fará parte da minha biblioteca. Tenho andado a namorá-lo desde que foi editado, mas por um motivo ou outros, fui adiando a sua aquisição... talvez as 784 páginas, inconscientemente, me tenham assustado :)
O seu autor é professor emérito na Universidade de Harvard, e neste livro aborda as razões pelas quais algumas nações atingem o sucesso económico e outras não. A complexa interacção de factores culturais e circunstâncias históricas provocam nas nações épocas de prosperidade e recessão, num equilíbrio constantemente precário, fruto das suas escolhas e atitudes, e colocando Portugal como um dos pioneiros da globalização.
por A. R. às 07:30
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